Já fui muitas coisas. Já estive tantas outras. Já mudei de opinião e me reinventei diversas vezes. Já acertei, já errei, disse coisas em que não acredito mais e acredito em outras que antes não acreditava. Não me envergonho de quem eu fui, de quem eu sou e de quem eu serei. Rio de mim mesma, amadureço, vivo! Hoje sou apenas um bichinho de estimação curioso, ávido por novas brincadeiras e desafios. Um bichinho que gosta de brincar, ronronar, se esfregar, mas que também arranha um pouquinho às vezes. Um bichinho que não sabe se definir, mas que com toda a certeza ainda sabe SENTIR. E eu sinto que eu não posso mais viver sem o BDSM na minha vida. Eu preciso vivê-lo intensamente. Eu preciso me entregar a esse fetiche, esse desejo, essa loucura, como quer que chamem, mas eu preciso. O tempo passa, as coisas e pessoas mudam, mas uma coisa prevalece em mim: Essa vontade que me consome, esse desejo em ter meu corpo dominado, minha mente subjugada, meus desejos cedidos a outro. E eu prossigo, me perdendo em labirintos, abrindo e fechando portas, tentando encontrar uma saída que me leve de encontro aos meus desejos mais secretos.=^.^=

Escrito por princess kitty

Quem é a kitty?

Se você gosta de estereotipar, guarde o loira (tais como seus acompanhantes: patricinha/ fútil/ burra) numa caixa, junto com todos os seus outros pré-conceitos. É preciso muito mais que uma primeira impressão. Até posso me divertir fingindo que sou algo do tipo, mas com certeza não sou. Costumo olhar nos olhos das pessoas, e meus olhos não mentem. Mas cuidado, às vezes, eles enganam. A impulsividade me consome e a luxúria é o meu pecado capital preferido. Não sei mentir. Odeio mentira. E não entendo porque mentem tanto... (mas sei omitir certas coisas com perfeição). Se meu coração tem Dono? Tem Dono sim! Aliás, Dona! Eu! E apesar dele me obedecer em 99% das vezes, isso não significa que eu tenha algum controle sobre ele. Essa mania de vida própria do meu coração me irrita muito. Sério. E por mais idiota que isso pareça, eu acredito em contos de fada, em amorzinho de filme com direito a filhos e bichinhos espalhados pela casa, felizes para sempre, mas geralmente essas ideias duram 15 minutos e logo eu descubro como a realidade com todos seus contrastes e imperfeições é muito mais excitante. Acredito em signos, mas não no meu. E nem vou atrás de saber o futuro, porque eu realmente detesto estraga prazeres. Tenho um mau gênio terrível e um bom humor contagiante.

Sou alguém aprendendo a explorar seus sonhos e fantasias. Alguém que quando decidiu ir atrás dos seus fetiches, descobriu um mundo novo e fascinante. O mundo do BDSM. Um mundo que não é perfeito, como nada na vida é. Com pessoas reais, vivendo vidas de verdade. Com pessoas querendo simplesmente seguir seus desejos, suas filosofias e fetiches. Querendo ser felizes. E outras, reais também, mas que por não conseguirem viver tão verdadeiramente acabam manchando o que era para ser uma deliciosa viagem em busca de prazer.

O que me atraiu para o BDSM foi a dor. Desde que os hormônios começaram a se manifestar no meu corpo, sinto um desejo absurdo em sentir dor. Mas a vida me levou para outros caminhos, e eu deixei isso guardado como um devaneio, algo irrealizável. Volta e meia essas fantasias voltavam a assombrar minha mente, então eu as assoprava para longe, afinal não caberiam na minha vida, tão certinha, tão baunilha.

Mas é claro que isso iria voltar a bater forte nos meus pensamentos, nos meus sonhos e a transtornar minha vida. E num ato de impulso resolvi pesquisar sobre sadomasoquismo. Foi quando a porta se abriu e eu descobri o BDSM como um todo. Achava que era só masoquista, mas aos poucos fui me apaixonando pela ideia de ser uma submissa. E como isso se encaixava em tudo com que eu sempre fantasiei. Nunca quis viver apenas o lado físico, nunca quis experimentar isso com um namorado, alguém das minhas relações pessoais. Sempre me imaginei com alguém diferente, alguém que tivesse poder e controle sobre mim. Alguém que impusesse as suas vontades sobre as minhas. Que me causasse dor. Que me concedesse experimentar o sofrimento. Mergulhar na humilhação. Que deixasse eu me perder nessas sensações. Mas que depois me puxasse de volta. Alguém forte e seguro o bastante que conseguisse dobrar o meu temperamento e me subjugar a ele. Um Dono no sentido mais amplo da palavra.

E porque essa vontade de ter um Dono? De me sentir escravizada? Acho que é um instinto quase atávico de querer pertencer a alguém. De saber que outra pessoa está no comando. Uma pessoa que você sabe que vai te machucar, que vai te fazer passar por situações difíceis apenas para satisfazê-lo. Que sente prazer em te fazer sofrer.  Mas em quem você confia. E confia porque sabe que ele é responsável por você. Que ele está no controle da situação. Que ele zela e protege você. Porque ele é seu Dono.

Meio utópico? Pode ser, mas eu preciso disso. Preciso tentar fugir um pouco do meu dia a dia, onde estou no centro de tudo, resolvendo tudo, me preocupando, sendo responsável, tentar por alguns momentos deixar outra pessoa assumir. Assumir o que há de mais íntimo. Meu corpo. Minha mente. Minhas emoções.

Iniciei minha jornada nesse universo de fetiches em abril de 2009. E durante esse tempo conversei com muitas pessoas, fiz amizades, li muito, quis tentar aprender sobre mim, meus desejos, e como isso se encaixa no mundo BDSM. Descobri que existem maneiras e maneiras de se viver o BDSM, e que cada um o vive da forma que acha melhor. De acordo com os seus conceitos e o seu prazer. E que precisamos respeitar a visão dos outros e encontrar a que melhor se adapta a nós.

A cada dia descubro coisas novas que me atraem, me excitam e que aos poucos vão compondo minha personalidade dentro desse mundinho.

Tive um único Dono, o Senhor 龍戦士 Tatsu Senshi, por 4 anos, com Ele descobri o significado de pertencer que tanto desejava. Não estamos mais juntos, aprendi muito com Ele, mas sinto que ainda tenho muito a aprender, conhecer e principalmente fazer com que o BDSM seja uma intensa realidade na minha vida.

Não estou procurando um "Dom Encantado", relações baunilhas ou sessões avulsas. Não preciso de namorado e sim de Dominação. E nem de sexo fácil, isso se tem em qualquer esquina.

A kitty que entrou no BDSM não é mais a mesma de hoje, mudei muito, todos mudamos, minha visão de BDSM também se modificou, evoluiu, ainda acredito que o BDSM seja para trazer prazer, realização dos nossos fetiches, mas está mais madura, sei que a dor emocional é inevitável muitas vezes, porém por mais sofrimentos que traga para mim é sempre recompensador. O saldo é positivo e por isso estou disposta a ir mais e mais além.

Novas entregas, novas práticas, novos desejos e aspirações, uma entrega visceral, prazeres únicos, sentimentos intensos, é o que me move, é o que desejo, é o que me faz querer viver o BDSM cada vez mais e mais.

Gosto de escrever, de brincar com as palavras e expor meus sentimentos, sou impulsiva, alegre e espontânea e o que você vê aqui é uma parte de mim, do que eu vivenciei e do que eu sou.

Esse blog existe para trocar informações sobre o tema, fazer novas amizades,  postar minhas opiniões e experiências, meus erros e acertos.

Sejam bem-vindos para comentar, dar opiniões, discordar, fiquem à vontade.

Miaubeijos =^.^=

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