Já fui muitas coisas. Já estive tantas outras. Já mudei de opinião e me reinventei diversas vezes. Já acertei, já errei, disse coisas em que não acredito mais e acredito em outras que antes não acreditava. Não me envergonho de quem eu fui, de quem eu sou e de quem eu serei. Rio de mim mesma, amadureço, vivo! Hoje sou apenas um bichinho de estimação curioso, ávido por novas brincadeiras e desafios. Um bichinho que gosta de brincar, ronronar, se esfregar, mas que também arranha um pouquinho às vezes. Um bichinho que não sabe se definir, mas que com toda a certeza ainda sabe SENTIR. E eu sinto que eu não posso mais viver sem o BDSM na minha vida. Eu preciso vivê-lo intensamente. Eu preciso me entregar a esse fetiche, esse desejo, essa loucura, como quer que chamem, mas eu preciso. O tempo passa, as coisas e pessoas mudam, mas uma coisa prevalece em mim: Essa vontade que me consome, esse desejo em ter meu corpo dominado, minha mente subjugada, meus desejos cedidos a outro. E eu prossigo, me perdendo em labirintos, abrindo e fechando portas, tentando encontrar uma saída que me leve de encontro aos meus desejos mais secretos.=^.^=

Escrito por princess kitty

Sobre BDSM

Triskle bdsm pink
Um pouco sobre BDSM
 by princess kitty


BDSM é um acrônimo que representa Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo.

Essa é a definição técnica, que engloba as principais áreas dentro do BDSM.

Mas BDSM não é apenas um termo técnico, BDSM é sentido. Embora se precise de técnica, coerência e aprimoramentos para executar certas práticas.

Estudamos, analisamos, tentando desvendar as sensações que nos levam ao BDSM, aprendemos sobre práticas, sobre teorias, modos de tratamento, liturgia.

Sim, tudo isso é importante. Sempre é bom aprender mais, conhecer, se especializar, saber em que terreno se está pisando.

BDSM envolve diversas práticas fisícas e/ou psicológicas e deve ser praticado com muita responsabilidade e comum acordo entre os envolvidos.

Pode se viver isso apenas como um fetiche, como um jogo.Ou como um estilo de vida.E pode ser levado muito a sério, ser sentido profundamente.

E precisa se tomar cuidado, pois BDSM deixa marcas que vão muito além das marcas físicas. Apesar da hierarquia de poder que esse tipo de relação exige, é necessário se ter liberdade de expressão,conversas sinceras e maturidade para se saber até onde se pode e se quer ir dentro desse tipo de relação.

Tudo depende da visão dos envolvidos, há toda uma liturgia que pode ou não ser seguida, rituais e conceitos.Pode-se haver sexo ou não.Pode-se ter somente práticas físicas.Ou apenas práticas psicológicas.Ou o jogo completo, depende de cada um.

Confiança e cumplicidade são palavras chaves. Já me disseram que isso são conceitos baunilhas. Mas para mim sem confiança não há entrega nem Dominação. E a cumplicidade é necessária para poder se adequar aos desejos do outro. Para poder se submeter de forma consciente e condizente a situação.

Cada Top exerce a troca de poder sobre seu bottom de acordo com o seu prazer e as suas regras. E cabe ao bottom se adequar ou encontrar um Top que exerça sua dominação de forma a suprir suas expectativas e ânseios.

Não existe uma conclusão ou uma regra definitiva para BDSM. Claro, existe o clássico e famigerado que já ouvi algumas vezes " Eu mando e bato, você obedece e apanha", hahaha, apesar de não deixar de ser uma simplificação, BDSM vai muito além disso.

BDSM faz parte dos nossos desejos, instintos, sexualidade. E não se pode pregar verdades absolutas para o tesão do outro.Apenas para nós mesmos, a nossa verdade, naquele momento é que vale.

Existem excelentes sites e blogs sobre o tema, que se aprofundam em explicações e ajudam a ampliar conceitos. É importante ler, se informar , aprender as regras antes de cair de cabeça. Mas como eu disse, tudo é maleável. Sou uma devoradora voraz de tudo que possa fazer eu pensar, repensar e sentir o BDSM.

Miaubeijos =^.^=
princess kitty

Gatinha lendo


Tentando explicar o inexplicável
 by 龍戦士


BDSM do inglês (Bondage & Discipline (B&D); Dominance & Submission (D&S); Sadism & Masochism ou Sadomasochism (S&M)), que por coincidência se traduz pela mesma sigla no português, é uma prática complexa, porém bastante simples ao mesmo tempo.  Essa contradição, faz parte não só do BDSM como um todo, mas em muitas de suas práticas.

O princípio é simples: prazer. Seja ele físico ou psicológico, o objetivo do BDSM é o prazer gerado por suas práticas ao participante, alguns o consideram como uma forma de contato sexual, outros como uma variação do sexo “comum” e outros como uma filosofia de vida. Independente da crença e/ou forma de percebê-lo, irá se resumir sempre ao mesmo objetivo citado acima, o prazer. É importante ressaltar que prazer nesse contexto, não se resume simplesmente ao prazer do orgasmo, mas o prazer em sua forma mais completa, lógico que  o orgasmo faz parte, mas também faz a euforia, bem estar, felicidade etc.

O BDSM resume-se a no mínimo dois praticantes, um com o controle da situação e postura dominante, outro que abre mão de qualquer controle e decisão, o submisso, é importante ressaltar que pelas milhares formas de se perceber e crer no real significado do BDSM, podem existir sempre mais de um dominante assim como mais de um submisso (o caso mais comum).

Digo que o BDSM (ou SM, versão abreviada usada pelos praticantes), é complexo porém simples ao mesmo tempo, pois seu conceito e real razão são altamente complexos e sempre irão variar de um indivíduo para o outro, cada um procura “algo” diferente neste mundo, porém as práticas são consideravelmente simplistas, nada que exijam estudos profundos de anos a fio, ou mesmo uma inteligência sobre humana.  Neste ponto, ressalto que não estou incentivando a prática descuidada ou inexperiente do BDSM, apenas relatando que com algum tempo, relativamente curto de estudo e preparação psicológicas, um indivíduo pode se inserir no meio praticante de forma séria, real, responsável e sincera. (Nunca parta para práticas e experiências, das quais não estudou, leu, se identificou e se certificou de serem seguras e sem riscos, ou riscos de fácil reversão e recuperação).

Não importam as variantes, sempre terá um lado dominante e controlador e outro submisso e controlado, tudo gira em torno deste conceito, esse e o princípio base de qualquer relação do meio BDSMer, e como dito, de certa forma, bastante simplista, não precisa ser nenhum gênio para aventurar-se nessas práticas com seu(ua) parceiro(a). Dentro deste conceito, incluem-se várias práticas, físicas e psicológicas, praticas de tortura, seja uma tortura física de dor ou cansaço, ou psicológica, de impossibilitar o outro de realizar determinada coisa, como falar, ver, se movimentar etc. Essas práticas variam dos níveis mais básico e simples, como algemas, vendas, mordaças, vibradores, xingamentos, pequenas humilhações, até as mais complexas e consideradas “de risco”, como eletrochoques, dores extremas, torturas de nível complexo, assim como o lado psicológico, como condicionamento.

Para vivenciar o BDSM de forma prazerosa, basta responsabilidade e um pouco de conhecimento, como já dito, e isso é o bastante para muitos praticantes ou casais dispostos a dar uma apimentada ao sexo rotineiro, esse é o “algo” que alguns buscam, porém para outros praticantes, isso vai mais fundo, existe um “a mais” nesse “algo” que buscam, existe um desejo de realmente entrar nesse mundo e viver essa fantasia como se fosse real. O que quero dizer aqui, é que existem basicamente dois tipos de praticantes, aqueles que executam as práticas relacionadas ao BDSM com a mentalidade fixa de que aquilo é uma apimentada na relação, é uma cobertura extra, e tem outros que efetivamente entram na personagem, veja bem, não estou falando em ilusão, múltiplas personalidades ou nenhum desvio psicológico grave, apenas falando de viver o momento da fantasia, como expliquei uma vez para minha gatinha, é fácil se lembrarmos quando éramos crianças e brincávamos na rua, quem nunca brincou de “ser alguém”, ser o super-herói que mais gosta, ou o personagem de desenho que se identifica, ou mesmo brincou com bonecas Barbie ou G.I. Joe. Todos sabemos o que é isso e quando fazíamos isso, não víamos como crianças se passando por alguém, ou uma criança manipulando bonecos, nós efetivamente nos inseríamos na história, acreditávamos naquele momento que éramos aquele personagem, ou que a situação que os bonecos ou bonecas passavam, era verdadeira e real. Existe uma sutil diferença e um limite pouco perceptível entre interpretar um papel ou acreditar-se dentro dessa personagem por aquele período de tempo. Estou dizendo que o BDSM não passa de uma brincadeira de adultos que não tiveram infância? Claro que não!!! Apenas identificando que para alguns praticantes, o BDSM extrapola a figura de apenas uma apimentada no sexo e torna-se de certa forma, uma divisão de nossa personalidade, repito, nada ligado a desvios psicológicos. Não podemos ser simplistas e dizer que são personagens, pois existem aquele que estão inseridos no lifestyle, ou seja 24 horas por dia,mantêm-se dentro de sua figura dominante ou submissa, assim como tem aqueles que separam as duas coisas e os que apenas o tratam como um fetiche. Voltando a discussão principal do parágrafo, para esses praticantes que percebem um “a mais” no BDSM, ele passa de algo simples e fácil, para um nível um tanto mais complexo, pois como já dito, por estarem mais inseridos na cultura, existem alguns fatores importantes a serem considerados, fatores esses que poucos praticantes se dão conta da importância. Se perguntar, poucos serão aqueles que dirão que um estudo e análise psicológicos da submissa são importantes, alguns podem até dizer, mas ao acompanhar, perceberá que não o fazem. A crença geral é a de que a submissa se entrega e se adapta ao seu dominante, porém o caminho inverso também existe, e é nesse ponto que ressalto a importância do estudo, conhecimento e análise, com isso, dominante se adapta a submissa, e isso não é submissão de forma alguma, afinal de contas, de que me adianta ir a um lago pescar, se ao invés da vara, levar uma armadilha de urso? Quero dizer que não se faz o trabalho, sem a ferramenta e conhecimento certos, não se é bem sucedido na tarefa, sem adaptar-se ao objetivo, no caso da pesca, o peixe. Ou seja, para conduzir e condicionar uma submissa, preciso conhecê-la, entendê-la e me adaptar a forma dela aceitar e perceber a sua submissão, e ao entender isso, posso através desse caminho conduzir a relação de Dominação/submissão (D/s).

Explicado isso, deixo claro que essa é uma entre infinitas formas de se viver o BDSM, uma das coisas que me atrai nessa prática é sua extrema capacidade de adaptação, praticamente qualquer coisa pode ser adaptada e modificada de acordo com os desejos e prazeres de seus praticantes. O BDSM pode ser praticado sem dor, sem tortura física alguma, pode ser praticado sem a D/s, o lado psicológico, pode ser praticado até sem sexo e sem orgasmo, que é figura principal que as pessoas assimilam a prática. Como isso é possível? Com o prazer de forma ampla, nem tudo que fazemos na vida buscamos prazer sexual, pelo contrário, muitas delas buscam o prazer psicológico, a satisfação e bem estar, e para alguns praticantes, o BDSM também se resume apenas a isso, satisfação, prazer psicológico. Um dos maiores exemplos é o de submissos com o desejo de viver permanentemente em castidade (com ressalvas, a Domme ou Dom tem que ter cuidados e saber manter isso, não tranque seu namorado num cinto de castidade e espere que ele poderá ficar assim para sempre, isso pode causar problemas graves, muito graves), para esses submissos, o prazer é TODO psicológico, todo voltado ao bem estar e satisfação. Sim existe uma discussão de que ser forçado a não ter prazer sexual é um prazer ligado ao sexo, portanto sexual, mas não cabe a mim, aqui, discutir isso.
Enfim, o BDSM é algo totalmente sem forma que pode ser moldado da forma mais simples até as mais complexas, depende de seus participantes, tem suas “regras”, porém é quase totalmente mutável e adaptável, basta ter um pouco de imaginação e desejo.

Por último, ressalto que submissão no BDSM nada tem a ver com o lado baunilha da pessoa (o lado “real”, que vivemos nossas vidas), ser submisso no BDSM não implica humilhação no lado baunilha da pessoa, ser submisso (a) não é uma posição que denigre ou rebaixa a pessoa em sua vida baunilha de FORMA ALGUMA, ela encaixa-se única e exclusivamente na vida SM da pessoa, mesmo que ela viva o lifestyle. Sabendo disso, tenha você um gosto por comandar ou obedecer, não tenha medo de seus fetiches e fantasias, deixe os preconceitos e rótulos de lado aproveite da forma que bem entender e sentir prazer! Só mantenha a responsabilidade.

龍戦士


Dragão

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