=^.^= Miados, Lambidas e Arranhões BDSM =^.^=| BDSM, Kittenplay



Já me defini tanto, já me definiram tanto, que hoje não busco mais definições. Apenas sou e estou. E sou posse, propriedade, pertenço. Masoquista? Escrava? Submissa? Tanto faz. Tenho Dono. Posso ser tudo isso e muito mais, só depende Dele. Estou vivendo minhas fantasias mais secretas, meus sonhos mais excitantes, meus desejos mais obscuros. Vivo intensamente, sinto profundamente e minha pele arde incessantemente. Sou cuidada, maltratada, desejada, amarrada, beijada, humilhada, dominada. Obedeço e me rebelo quase no mesmo instante. Enfrento e me entrego. Acredito e confio. Deixo-me levar, voar, conduzir. Brinco de seduzir e sou seduzida. Sou gatinha, sou brinquedo, sou menina. Sou mulher, sou provocante, sou atrevida. Sou tudo aquilo que eu sonhar. Sou tudo aquilo que Ele ordenar. Eu consegui, pulei o muro, caí, levantei e continuei. Misturo prazer e dor, sensações com emoções. Marquinhas na minha pele acariciam o meu corpo. Desejo o doce e o amargo. O carinho e o castigo. O beijo e o tapa. O sonho e a realidade. Quero tudo. Não quero nada. Tenho uma coleira no meu pescoço, algemas nos meus pulsos e um sorriso nos meus lábios. Há um brilho incontido nos meus olhos que não me deixa negar. E uma certeza que grita sem cessar: Eu pertenço!

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Um dia especial!



Hoje é um dia comum para algumas pessoas... o que teria de diferente, não é mesmo?

Pois vou lhes dizer que para mim, e para muitas outras pessoas, hoje é um dos dias MAIS importantes de todo o ano. Pois na data de hoje, anos atrás, nascia uma pessoa maravilhosa! 
Uma menina linda, que encantava a qualquer um com sua simpatia e seu charme. Essa menina cresceu, e cada vez mais descobria sobre si... E com o tempo, começou a ter desejos e fantasias como toda mulher.

O tempo passou e essa menina descobriu uma empatia tamanha com gatos, e ainda mais!!! Depois descobriu que parte de sua personalidade era completamente felina!!! 

kitty

E desde então, essa menina sonhava em se tornar a gatinha de estimação de alguém. Passou anos desejando ser um bichinho de estimação. Ser cuidada, tratada, acariciada, ganhar colo... 

Até que encontrou alguém disposto a dar tudo isso para ela, e os dois viveram MUITO felizes! 
Tiveram lá seus problemas, sofreram um pouco com dificuldades.
Mas hoje... hoje ela  pode dizer em alto e bom som que comemora seu aniversário como um bichinho com Dono... 

e quanto a pessoa que escreve esse texto... 

bom...

Essa pessoa pode ter o enorme prazer e satisfação de dizer que essa menina, hoje bichinho, tão meiga, linda e simpática não é apenas UM bichinho, mas o MEU bichinho!!! E mais que isso, posso dizer...

PARABÉNS MEU BICHINHO AMADO!!!!!!

kitty

Desejo a minha miau, muitas felicidades, que esse dia maravilhoso seja um marco de mudanças em sua vida e que a partir de hoje tudo dê certo e que meu bichinho possa SEMPRE ser MUITO feliz, em TUDO, principalmente como meu bichinho!

kitty

Publiquei isso perto de 0h, pois queria ser o primeiro a dar os parabéns para a minha miau, e portanto, digo mais uma vez!

PARABÉNS MEU BICHINHO AMADO!!! Vamos aproveitar esse dia, comer muito bolo, mas não muito!!! Rsrsrsrs

kitty

Beijos, minha miau linda, meiga, carinhosa e MUITO amada!

Passado, Presente... e Futuro - Capítulo IV

By 龍戦士 (Tatsu Senshi)

Nos capítulos anteriores: Passado, Presente... e Futuro - Capítulo I
                                      Passado, Presente... e Futuro - Capítulo II
                                     Passado, Presente... e Futuro –Capítulo III

Passaram-se meses que pareciam intermináveis, o dragão não conseguia derrotar o demônio e mais e mais a cada batalha se sentia enfraquecido.

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A gatinha enquanto isso, sentindo um rombo enorme em seu coração, acabou abandonando de vez os cuidados com o reino, certo dia tomou coragem e escreveu em uma das grandes pedras do jardim mais uma “aventura”, mas essa, não era feliz e nem com seu Dono, era sobre o final, sobre como estava sozinha e se sentindo. Ela precisava disso, precisava convencer a si mesma de que ele jamais voltaria, precisava se consolar, mas em ordem de se forçar a acreditar que ele não a amava, decidiu que não se afundaria em magoas e passar seus dias chorando, tentou levantar a cabeça e seguir em frente. Muitos amigos e “amigos” vieram consolá-la e ela de tanto desespero e dor no coração, acabou se abrindo e desabafando com eles.

A gatinha queria seguir em frente, mas não podia daquele jeito, o reino trazia muitas lembranças e o castelo então, a fazia lembrar-se de tudo, o tempo que viveram isolados, só os dois, o dia que chegou e o encontrou todo cor-de-rosa, o dia que renomeou o reino, o dia que escreveu a primeira aventura em uma das pedras no jardim... tudo aquilo era muito doloroso de lembrar e ela precisava tentar esquecer. Mas ao mesmo tempo, não queria mudar as coisas e “apagar” sua história, sabia que por mais doloroso que fosse não era justo esconder tudo aquilo e, portanto, o reino e o castelo deveriam permanecer.


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Foi quando tomou a decisão, procuraria outro reino, iniciaria tudo novamente e levaria todos os moradores para lá, deixaria o antigo intacto, e com o tempo ele se tornaria uma “cidade fantasma”, apenas com lembranças, umas boas e outra nem tanto, mas um local que um dia conheceu a plena felicidade e que dois seres viveram e se amaram como jamais alguém havia visto. Lá ficaria o Miados, Lambidas e Arranhões, quieto, como um gigante que dorme, mas que jamais irá acordar.

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A gatinha preparava as coisas, tudo que precisaria levar, já havia encontrado outro reino para se mudar e preparava o discurso e como avisaria a todos que iria precisaria mudar-se de lá, e recriarem outro reino.

Enquanto isso, o dragão continuava sua longa batalha que parecia ter apenas um final inevitável, sua derrota e triunfo do demônio. A cada noite era mais uma batalha na qual o dragão já a iniciava ferido e terminava ainda pior, durante o dia tentava se recuperar de seus ferimentos, mas a tristeza e saudades de seu bichinho eram fortes demais e vendo seu fim próximo, começou a novamente escrever em seu diário, na esperança que alguém algum dia o encontrasse e pudesse mostrar aquela que ele ainda considerava seu bichinho, mesmo nessa situação. Ele se arrependia e lamentava cada dia sua decisão – “Como pude achar que isso era certo? Como pude concluir que deixá-la era a melhor coisa a se fazer? Como não pude ter forças para lhe contar a verdade?” – Essas perguntas o consumiam, mas ao mesmo tempo ele sabia que já havia cometido o erro e repará-lo agora seria quase impossível - “Ela a essa altura já deve ter a “certeza” de que não a amo, e se agarrado a essa ideia.”

Em uma das noites de batalha sem fim, Gidroth conseguiu acertar o dragão de uma forma extremamente forte e dolorosa e abriu uma grande ferida em seu peito, o dragão precisando recuperar o fôlego e tentando controlar o sangue da ferida aberta, rapidamente levantou voo e tentou ir para longe, conseguindo recuperar o fôlego aos poucos, mas quando achava que conseguiria se esconder por aquela noite, foi atingido novamente e levado ao chão, a queda foi longa e acabou por cair diretamente contra a grama no meio de um vale aberto em meio as florestas, a queda fora tão forte e ele já estava tão debilitado que mal conseguia se levantar.

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O demônio rapidamente desceu e pousou por cima do dragão, se posicionando ao seu lado, admirando a derrota daquele que o prendera e levantando sua espada para dar o golpe final no coração do dragão. Nesse momento levou um forte golpe e foi jogado para longe. O dragão olhou e viu figuras conhecidas, seus amigos, seus melhores amigos, de alguma forma descobriram sobre aquela batalha e vieram correndo para ajudá-lo.

Rapidamente correram em direção ao dragão e o ampararam, e ajudaram a levantar-se. Além de machucado, ferido e sangrando, ainda precisou ouvir um sermão.

“Você veio aqui sozinho lutar e não nos chamou? Achei que toda sua idade servia para lhe dar inteligência e sabedoria, não tirá-las.” – Ironizou um de seus amigos.

O dragão se sentiu revigorado e viu ali finalmente uma chance de derrotar o demônio. Recuperou seu fôlego, tentou se apoiar e recuperar suas forças enquanto via seus amigos partindo para cima de Gidroth, ele podia estar muito mais forte, mas agora eles eram muitos e ele não conseguia conter todos. O dragão finalmente voltou a luta e juntos conseguiram deixar Gidroth fraco e gravemente ferido. O dia estava para nascer e eles sabiam que ele perderia grande parte de seu poder quando isso acontecesse, o dragão sempre soubera disso, mas por estar muito fraco e debilitado, não conseguia segurá-lo até o amanhecer. Porém aquela era a chance.

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O sol apontou no céu e o dragão com a própria espada do demônio desferiu um golpe fatal neste.

Tudo ficou em silêncio, parecia que a batalha tinha sido vencida, mas ouviu-se uma risada vinda do ar e a seguir a voz do Gidroth falou: “Sou um demônio, vocês não podem me matar por meios comuns, precisarão de muito mais do que isso para me derrotar, podem ter vencido hoje, mas vou recuperar minhas forças e algum dia voltarei!”

Um clima de tranquilidade e calmaria se instalou em todos ali presentes. A guerra talvez não tivesse sido vencida, mas aquela batalha sim. Os amigos do dragão o ajudaram a colocar curativos em seus ferimentos e se ofereceram para ajudá-lo, o dragão os agradeceu e viu que aqueles eram amigos que realmente poderia contar a qualquer momento, para qualquer coisa, sempre soubera disso, mas aquela situação reforçou anda mais esse sentimento, o dragão agradeceu, mas disse que gostaria de ficar por ali por um tempo aproveitando aquele momento.

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Lentamente cada um de seus amigos retornou para suas moradas, uns voando, outros caminhando, aos poucos e a medida que o dia clareava e o sol apontava ao horizonte o dragão foi se sentindo aliviado por ter conseguido derrotar Gidroth naquela ocasião e por ter conseguido resolver, pelo menos por agora.  Quando seu último amigo o deixou ali sozinho com seus pensamentos, o falcão, seu querido amigo que o mantivera atualizado sobre tudo da gatinha na outra vez chegou. Sim, ele havia pedido que o falcão cuidasse da gatinha novamente e lhe desse informações. E sabia de TUDO que acontecia por lá durante sua batalha. O falcão contou sobre os planos da gatinha e sobre como ela pretendia mudar-se para outro reino e deixar o Miados, Lambidas e Arranhões quieto e abandonado, apenas como uma lembrança.

O dragão sentiu um forte aperto no coração, aquilo doeu mais que qualquer ferida que sentia da batalha, e percebeu o esforço que a gatinha fazia para esquecê-lo, e assim que o falcão voltou para o reino, o dragão viu uma árvore e se recostou, olhou para os céus e fechou os olhos tentando visualizar como o reino ficaria ao ser abandonado e mantido apenas como um local de recordações, não mais um local do presente, mas do passado – “Que saudades daquelas pedras... poder olhar e relembrar cada história que vivemos...” pensou o dragão.

Enquanto pensava nisso, o dragão era de certa forma consolado pelos sons da natureza a sua volta, naquele vale ouvia o som do vento, os pássaros cantando e ao fundo reconhecia um forte chiado de água caindo em uma espécie de lago. Abriu os olhos e se espantou ao perceber que estava recostado na mesma árvore que costumava se recostar a anos atrás, e observava a mesma cachoeira que visitara durante muito tempo tentando entender o que lhe faltava na vida. Num momento de espanto olhou para o chão e viu o exato local no qual estava aquele ser rosado e felpudo quando lhe disse o primeiro - “Olá” – aquele ser que mudou completamente sua vida, que deu sentido a ela e que agora estava se mudando.

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Num só instante toda sua vida com seu bichinho passou diante de seus olhos, ele se lembrou de tudo, desde o momento que conheceu seu bichinho, cada detalhe, cada história, cada momento feliz, cada momento triste, todas as vezes que a reconfortou em seu colo, todas as vezes que lhe fez carinho, a coleira que deu de presente, o castelo cor-de-rosa, as pedras nos jardins, a flor que a mandou procurar e jazia no alto do castelo a vista para todos que passassem por perto do reino.

E em um surto de esperança falou sozinho – “Ainda há tempo!!! Preciso tentar, não posso deixá-la ir embora assim, a magoei muito, mesmo que sem querer a magoei e não posso deixar que pense o resto da vida que não a amava, mesmo que ela já tenha me esquecido e superado, PRECISO TENTAR!!!”

Sem pensar muito, sem pensar em nada na realidade, simplesmente levantou-se e voou o mais rápido que conseguia, mesmo com seus ferimentos, cortava os céus numa velocidade extrema, e chegava até a deixar “marcas” de nuvens formando um trajeto atrás de si, voava tão rápido que dava até uma sensação de estar em velocidade supersônica.

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Enquanto voava, rezava consigo mesmo para que desse tempo e chegasse antes de seu bichinho ter ido embora. Chegou numa afobação e quase sem fôlego, viu que os moradores ainda residiam por lá e se preparavam e organizavam as coisas, dirigiu-se ao castelo e ao chegar, abriu as portas como que com uma pancada e com voracidade e saiu correndo para o salão principal. Ela não estava lá, o dragão se desesperou, procurou em cada canto do castelo e nada da gatinha, olhou nos jardins, em tudo e não via nenhum resquício de seu bichinho, levantou voo e foi o mais alto que pôde já em prantos e desesperadamente olhava de um lado para o outro, até que viu lá longe um castelo abandonado, que parecia estar em reformas. Logo pensou que deveria ser lá e voou rapidamente naquela direção, ao chegar ao castelo, não viu mais nada, não reparou em nada, apenas tinha seu olhar fixo naquela gatinha rosada que estava ali, parada e olhando o novo castelo e se preparando emocionalmente para fazer dele seu lar.

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Ele chegou sorrateiramente por trás e disse – “Olá” – buscando imitar o mesmo tom que havia escutado anos antes quando recostado na árvore. A gatinha olhou assustada, não podia acreditar, era ele! Ele estava a ali, mas não podia ser, se ele não a amava mais, como poderia ter voltado e a encontrado?

Ele iniciou a conversa, dizendo o quanto sentia a falta dela e o quanto percebeu que não conseguia mais viver sem seu bichinho junto de si, pediu desculpas por tê-la magoada e esperava que ainda houvesse um fiozinho de amor e boas recordações dela para ele, a ponto dela tentar perdoá-lo.

A gatinha ficou arredia, com medo, aquilo pelo qual passou a magoou muito e ela não conseguia mais acreditar no amor dele por ela. Foi uma longa conversa, os dois ficaram ali, naquele castelo que nem móveis ainda havia durante dias, 5 exatamente, conversando e ele contou a ela tudo, explicou tudo, nos mínimos detalhes e ela viu o sofrimento e desespero e por mais que a tivesse magoado, ela conseguia entender os motivos dele ter feito aquilo e o quanto aquela situação o assustava e preocupava, a ponto de ter concluído que a saída seria deixá-la.

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Sim, a gatinha o desculpou, pois conseguiu entendê-lo e de certa forma, percebeu que em seu lugar teria feito o mesmo. E ao fazê-lo, toda aquela chama e amor que sempre sentiu por ele se reacenderam, os dois caíram no choro e se abraçaram. E o dragão percebeu que mesmo que seu pior inimigo e seu maior medo o atingissem, ele poderia contar com aquela gatinha que sempre esteve e sempre estará ao seu lado.

Após os longos dias de conversa, ele a pegou no colo mais uma vez e a levou de volta ao castelo.

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Chegando lá, reuniu todos s moradores e visitantes costumeiros e os avisou: “Mais uma vez eu volto ao meu reino e meu castelo, e mais uma vez volto para amar e cuidar de meu bichinho, assim como da outra vez, mesmo ausente, sei de tudo que se passou, e o que cada um de vocês fez, os amigos verdadeiros que a consolaram, e os que se fingiam de tal apenas tentando tomar meu trono. Novamente não farei nada contra ninguém, mas por mais que tenha ido embora não fiquei longe por muito tempo, e não aceito que tenham tentado roubar meu lugar em um espaço tão curto, sem ao menos respeitar a dor pela qual minha gatinha passara, portanto estes estão a partir de agora banidos de meu reino, e os amigos, estes eu convido para entrarem e aproveitar a grande festa que teremos hoje a noite.”

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Gidroth continua vivo e algum dia voltará, mas quando o fizer, agora o dragão sabe que não precisará escondê-lo, poderá enfrenta-lo e dessa vez terá novamente o apoio de seus amigos, e ainda mais, o apoio de seu bichinho. Agora o dragão se sente seguro e confiante para saber que não importa o que aconteça, a gatinha sempre verá nele aquele Dono que ela via lá atrás.

Quanto ao reino... Foi esquecido por um tempo, acabou se deteriorando um pouco, mas com muito trabalho do dragão, da gatinha e de seus moradores, ele será restaurado, e novamente o reino conhecido agora por Miados, Lambidas e Arranhões voltara a “viver” e abrigar um lugar de muitas felicidades, alegrias e até tristezas, mas todas elas sempre com o dragão e a gatinha juntos. Pois agora, depois de tudo isso, perceberam que mesmo quando separados e magoados, o amor destes dois não morre, é imortal e inabalável, é como uma fênix que ressurge de suas próprias cinzas.

Esse é o final dessa história, mas não o final do dragão e da gatinha, estes agora estarão sempre juntos, onde quer que vá e olhe, se achar um, basta olhar ao redor que verá o outro, e quanto ao diário do dragão, e o que escreveu, bem... ele mostrou a ela logo em seguida, e ela o pegou e redigiu ele inteiro nessa pedra que vocês acabaram de ler.

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Esse é meu diário e essa é minha história. 
龍戦士 (Tatsu Senshi)

Passado, Presente... e Futuro - Capítulo III

By 龍戦士 (Tatsu Senshi)

Nos capítulos anteriores: Passado, Presente... e Futuro - Capítulo I
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Durante anos e mais anos a gatinha viveu coisas maravilhosas com o dragão e os dois foram muito felizes. O reino vivia em constantes mudanças e modernizações e todos gostavam, o dragão adorava e ficava feliz com tudo que via, pois a cada mudança a gatinha deixava claro que fazia aquilo para agradá-lo e mostrar o quanto o amava e ele era importante para ela.


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A felicidade reinou por ali por muitos anos, até certo dia, quando o dragão recebeu uma carta de um amigo que morava em outro reino distante. Na carta dizia que alguns reinos haviam se revoltado e deixado se levar pela busca excessiva por poder, por isso estavam lutando entre si e invadindo outros reinos, tentando formar um grande império, portanto os reis e guardiões dos outros reinos estavam se juntando para lutar contra eles. O dragão leu aquilo e com grande pesar, sabia o que deveria fazer. Chamou a gatinha e lhe explicou tudo, que aquilo precisaria ser contido e que ele não sabia quanto tempo demoraria a voltar, aquela batalha poderia durar anos, décadas, e enquanto não resolvida, não poderia voltar. Era em um lugar muito longe, então precisaria ficar ausente até que tudo fosse resolvido e a revolta contida.

A gatinha não queria aceitar, não queria entender, depois de tantos anos de felicidade agora o dragão precisaria partir e deixá-la sozinha por muito tempo, sem ao menos uma previsão de volta. Foi doloroso, machucou muito, mas a gatinha entendeu e aceitou, sabia que o dragão estava certo e que aquilo era o certo a se fazer.

“Não sei quando voltarei, posso demorar muito e não posso ser injusto de pedir que me espere. Preciso ir, mas preciso deixá-la livre para poder ir, é o certo a fazer, já lhe dei o controle do reino e poderá viver aqui para o resto de sua vida, poderá mantê-lo e fazer tudo que deseja, ele tem a sua cara, não mais a minha, então não farei tanta falta assim por aqui, sei que farei muita para o bichinho, mas como disse, não tenho previsão de volta e não posso de forma alguma prendê-la a mim e obrigá-la a viver destinada a subir na torre e observar os céus na esperança de me ver voltando. Mas lhe prometo uma coisa, assim que resolver essa questão, voltarei e quando voltar, vou querer colocar tudo em dia e saber de tudo que o bichinho andou fazendo. Mesmo que encontre outro Dono e eu tenha que me abster a ser apenas um bom amigo. Prometo-lhe que vou voltar.”

Os dois caíram no choro, se abraçaram e beijaram. Foi uma longa e dolorosa despedida, e o dragão finalmente reuniu forças para alçar voo e ir em direção a batalha, deixando seu reino e seu bichinho amado para trás.


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A gatinha sofreu, não conseguia dormir, os dias se passaram e ela com uma esperança de que talvez conseguissem lidar com o problema logo, mas quanto mais os dias passavam, menos confiança e fé no rápido retorno do dragão ela tinha. Aos poucos foi tentando lidar com a dor e as saudades e enquanto isso, o dragão, em meio a todo aquele inferno, aquela batalha que parecia sem fim, aquele cenário apocalíptico, escrevia em seu diário: “Foram longos dias, longas noites, que pareciam não ter fim... coisas aconteceram, problemas surgiram, não pude dar ao meu bichinho a dominação que havia prometido, a atenção que sempre dei, guiá-la como precisa e merece. Não vou mentir, nunca quis me afastar, não veio de mim, mas estava sendo egoísta, e precisei aceitar e respeitar os sentimentos de meu bichinho, queria continuar, mas não podia fazê-la sofrer ainda mais e tive que aceitar...”


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E por nenhum dia sequer, conseguiu esquecer-se da gatinha, e sempre pensava e lembrava dela, sozinha, naquele castelo gigante, sem um colo para se reconfortar ao fim do dia.

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Três anos haviam se passado e a gatinha aos poucos já havia recuperado a alegria de viver e criado novos objetivos para si. O reino ficou um pouco parado e sem muita vida, visitantes deixaram de ir lá, moradores se mudaram de lá, e a gatinha não tinha mais aquele brilho no olhar e desejo constante de mantê-lo “vivo”.

Certo dia, num surto saudoso ela decidiu subir a torre e olhar os céus. Já era noite, e a lua brilhava com uma claridade muito forte. Ao longe, via uma silhueta alada em frente a lua, provavelmente um passarinho, e começou a admirá-lo, imaginando como era boa a época que em que via o dragão voando pelos céus do reino, enquanto observava as coisas e o protegia. Aos poucos a silhueta foi se aproximando e tornando-se maior e maior... as asas tomavam forma e não pareciam ser de um pássaro, uma longa cauda se estendia por trás dele. – “Seria o Dono?” – pensou a gatinha querendo se agarrar a um fio de esperança que havia em seu peito.


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A figura se aproximava e a gatinha aumentava suas esperanças, até finalmente reconhecê-lo e abrir um sorriso gigantesco com sua delicada boca felina.

“O Dono voltou!!!” – pensou ela em êxtase.

O dragão pousou a beira do castelo e lhe informou que havia resolvido os problemas, ele e os outros reis e guardiões haviam retido aquela revolta e acabado com aquilo, a guerra havia finalmente terminado.

A noite foi longa e não dormida, pois os dois queriam aproveitar cada segundo da volta dele, a gatinha lhe contou tudo, o dragão perguntou por que o reino estava “parado” e ela explicou que estava sem ânimo e que desde que ele teve que ir embora, ela não conseguia mais ter tantas novas ideias criativas para o reino, contou a ele sobre todos os amigos que a reconfortaram e sobre tudo o que pensou durante aqueles dias. O dragão lhe mostrou o diário e as coisas que havia escrito. A gatinha viu ali o quanto era amada e o sofrimento que o dragão passou enquanto longe, e no dia seguinte, decidiu escrever aquele texto em uma das pedras do jardim, que a muito não eram preenchidas com histórias felizes e animadas das aventuras do dragão e seu bichinho.

Os dois se ainda sentiam um amor muito grande um pelo outro e mesmo depois de tanto tempo, sabiam que só tinha uma coisa a fazer. Continuar sua jornada juntos.

O dragão reuniu todos os moradores e visitantes do reino e lhes falou:


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“Sei bem de todos os amigos que confortaram meu bichinho em minha estada fora, e sei quem a reconfortou por amizade e quem se fazia de amigo apenas esperando uma chance para tomar a iniciativa. Mesmo distante, sei dizer quem foi amigo verdadeiro de meu bichinho e realmente sentiu e ficou triste ao ver a tristeza dela, e sei quem sentiu alegria por me ver partir, pois hoje vejo os reais amigos dela e os que se fazem de amigos, mas no fundo apenas se mantém próximos, esperando e torcendo para que um dia eu fosse embora, para assim, tentar tomar meu reino, meu castelo e meu trono. Aos amigos reais, os agradeço, aos outros, não vou fazer nada, pois sei que eu estava ausente e havia liberado meu bichinho, mas não vou me manter próximo ou me preocupar em recebê-los em meu reino mais.”

O dragão não era bobo, mais de mil anos de vida, trazia consigo um longo histórico de experiências e aprendizagens e com isso, mesmo distante, o dragão deixou um fiel amigo, um falcão que conhecia há anos e vivia no reino, era um de seus melhores amigos ali e quando o dragão foi, pediu a ele que vigiasse e lhe contasse tudo que acontecia em sua ausência, nos mínimos detalhes, podendo assim, saber se em algum momento alguém faria algo contra seu bichinho.


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A gatinha entendeu e concordou com o dragão, além do mais, estava em estado de extrema alegria por ter seu Dono de volta. Mais do que isso, ao voltar, ele trouxe consigo um presente muito especial. Uma nova coleira de gatinha para ela, feita em tom rosado e com um lindo pingente de dragão, feita em uma perfeição sem tamanho. Havia sido fabricada por um outro rei de outro reino, conhecido por ter habilidades com metal que beiravam a perfeição, melhor que qualquer ferreiro de qualquer reino existente. Esse rei se orgulhou tanto do trabalho que havia feito na coleira, que até a colocou em destaque em seu reino, junto com as outras peças das quais se orgulhava em ter feito.

A gatinha passou a usar sua nova coleira com todo orgulho e mandou fazerem uma pintura dela, para colocar na porta do castelo e assim todos pudessem ver.

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Os dois a partir daí, viveram muitos anos mais felizes e juntos, e a gatinha se sentia completa e feliz, bem como o dragão, e viviam sempre novas experiências, faziam planos, era como viver em um eterno sonho, sem nunca acordar.

Mas, como toda boa história, temos que ter mais reviravoltas, não?

Muitos anos se passaram de pura felicidade entre os dois, até que certo dia, quando acordou na manhã seguinte, o dragão percebeu marcas de garras sobre o telhado de algumas casas do reino, não entendeu o que seria aquilo, se preocupou um pouco, mas as vezes poderia ter sido outro ser que passou por ali e poderia ter perdido altura em seu voo e precisou rapidamente recuperar e se apoiar nos telhados para isso.

Ele esqueceu aquilo e passou seu dia como todos os outros, fazia seus afazeres durante o dia, observava a gatinha lá do alto, fazendo suas “reformas” e passeios pelo reino e a noite ficavam juntos conversando sobre seus dias e contando novas descobertas.


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No dia seguinte, mais garras estavam nos telhados, e agora também no castelo. O dragão começou a se preocupar e resolveu continuar a observar. Mais dias se passavam e mais danos no reino ele encontrava, até um dia uma torre inteira do castelo ser arrancada e derrubada. A gatinha se assustou e correu para o dragão perguntando o que era aquilo, e dizendo que estava com medo, o dragão tentou acalmá-la e dizia que não era nada. Porém o dragão tinha suas suspeitas e tinha medo que se confirmassem.

Certa noite, resolveu ficar na espreita, observando, quando viu seu maior medo bem a sua frente, Gidroth, um demônio muito poderoso e maligno que há muitos anos atrás, a mais de sete séculos o dragão havia derrotado e o prendido em um lugar isolado e uma prisão teoricamente impossível de fuga. Porém o demônio havia de alguma forma, mesmo enquanto preso se tornado muito mais forte e poderoso, por isso conseguira fugir da prisão na qual estava. Ao ver aquela figura que tanto lhe assombrava o dragão se perdeu em seus pensamentos e medos, não sabia o que fazer e sabia que passara os últimos anos dedicando-se a viver a vida e aproveitar, não mais a treinar e se fortalecer. O demônio estava muito mais forte e era uma batalha que o dragão temia não poder vencer. Ficou com medo, por ele, pelo reino e principalmente pelo seu bichinho.

Por ser um demônio, Gidroth só conseguia ter força total a noite, portanto só se atrevia a atacar o reino enquanto todos dormiam. O dragão, com medo de contar e assustar seu bichinho, sabendo que nas noites ela caia em sono profundo e tinha lindos sonhos sobre os dois. Tomou a errada decisão de não contar nada e manter segredo, não só por não assustar seu bichinho, mas também por medo de contar a ela que provavelmente estava em uma luta que ele jamais poderia vencer, e dessa forma, deixar de ser aquela figura poderosa e inabalável que sempre foi para ela.

Seguindo sua mente preocupada e confusa pelo medo, o dragão mantinha aquilo em segredo, passava o dia fingindo estar tudo bem e a noite, enquanto a gatinha dormia, saia para lutar e enfrentar Gidroth, parecia na época uma boa ideia, porém com o tempo, as batalhas se tornaram maiores e mais longas, o dragão voltava na manhã seguinte com machucados e cicatrizes e tentava disfarça-los, mas para isso acabava ficando um pouco distante, evitando contato constante com seu bichinho. Fora isso, por virar as noites e madrugadas em lutas intermináveis, no dia seguinte ficava cansado, não tinha forças para dar toda a atenção que um bichinho necessita, cochilava ao longo de todos os dias, tempo que deveria estar com ela, e quando acordado, se trancava na biblioteca lendo os livros e seus diários antigos tentando encontrar uma forma de derrotar aquele demônio desesperadamente. E o bichinho se sentia cada vez mais carente, o dragão tentava contornar a situação, explicava a ela que não era nada de mais, que estava só passando por um momento complicado, mas não tinha coragem de contar a verdade.


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Dias, meses se passaram e a cada dia mais e mais distantes os dois ficavam, por mais que morassem no mesmo castelo, mas o dragão, em todo seu desespero e preocupação, não via que com isso, a gatinha começara a se sentir rejeitada e ignorada, chegando a pensar as coisas mais absurdas, chegando até a imaginar que ele talvez tivesse deixado de amá-la e não queria expulsá-la do castelo por pena.

Muito tempo se passou desse jeito rotineiro, a cada dia o dragão enfrentava e se frustrava ainda mais por não encontrar uma forma de derrotar Gidroth, a cada dia se afastava mais e mais de seu bichinho, e a cada dia ela se sentia mais e mais rejeitada e sem amor. A gatinha tentava se aproximar e pedia a ele que se abrisse, mas o dragão não conseguia e se afastava, desviava o assunto, dizia a ela que não era falta de amor ou carinho, mas por mais que dissesse, a gatinha não conseguia acreditar - “Como ele pode, depois de tantos anos ficar tão fechado e distante de mim? Só há uma explicação, ele não me ama mais.” – esse era o pensamento constante que circulava a cabeça daquele bichinho felpudo e rosado, de rabinho “alegre” e orelhinhas pontudas, que certa vez conhecera um dragão em uma cachoeira e que jamais imaginaria o que um simples “Olá” poderia gerar no futuro.

O tempo foi passando e em uma das batalhas, o dragão foi gravemente ferido e mal conseguiu retornar ao castelo. Percebeu que não conseguiria manter aquilo por muito tempo, e tomou uma decisão da qual para sempre se arrependeria.

“Meu bichinho...” – disse ele na manhã seguinte – “Estou passando por um momento muito complexo em minha vida, tenho tentado resolvê-lo e ficar contigo, mas não sei quanto tempo mais demorarei para conseguir contornar a situação, e até que eu consiga, não poderei ser aquele Dono que já fui um dia, e continuarei ser esse que estou sendo agora, ausente para meu bichinho. Não é como da primeira vez, lá atrás lhe prometi que voltaria, agora... não posso prometer isso, pois não sei se algum dia conseguirei voltar.”

A gatinha, que já se sentia rejeitada, concordou rapidamente com aquilo e procurou não demonstrar tristeza quando ele alçou voo para mais uma vez ter que ir embora. Afinal de contas, em seu raciocínio, ele não a amava mais, então não poderia se afundar em tristezas, tinha que ser forte, muito forte.

O dragão levantou-se do chão e sem olhar para trás, com medo de não resistir e de certa forma, sentindo lá dentro que sabia que se arrependeria dessa decisão, foi embora, numa tentativa de levar o demônio para longe de sua miau e de seu reino e enfrentá-lo bem distante dali.


BDSM

Continua...
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